O AEROCLUBE
Segurança de Voo - Safety

Segurança de Voo
O Aeroclube de Caxias do Sul é uma instituição com mais de 80 anos de tradição na operação de aeronaves de pequeno porte, dedicando-se ao desporto aéreo e à formação de aviadores. Essa trajetória consolidada ao longo de décadas reflete-se em um padrão operacional sólido e enraizado na rotina de nossos voos.
A segurança de voo sempre foi — e continua sendo — um dos pilares fundamentais da aviação. Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais relevância junto a operadores, órgãos reguladores e à própria sociedade. Embora eliminar totalmente o risco de acidentes seja impossível, é plenamente possível e alcançável reduzir drasticamente sua probabilidade, por meio de uma gestão eficiente e de práticas consistentes de prevenção.
Comprometido com esses princípios, o Aeroclube investe continuamente na capacitação de seus profissionais, oferecendo cursos ministrados por especialistas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Essa formação garante que nossas operações estejam alinhadas às melhores práticas e recomendações internacionais, mantendo elevados padrões de segurança e atualização constante de procedimentos.
Neste espaço, você encontrará informações sobre os conceitos de segurança de voo, além de orientações práticas de como cada piloto, aluno e colaborador pode contribuir para a manutenção de operações mais seguras em nossa cidade e região.
O que é SIPAER ?
O SIPAER (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) tem como órgão central o CENIPA – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos.
Esse sistema é estruturado por meio dos chamados Elos SIPAER, que podem ser órgãos, setores ou cargos dentro de uma organização. Cada Elo tem a responsabilidade de gerenciar a Segurança de Voo em sua esfera de atuação, contribuindo de forma integrada para a prevenção de acidentes e a promoção de operações mais seguras em todo o país.
O que é CENIPA ?
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) é uma Organização Militar da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pelas atividades de prevenção de acidentes aeronáuticos, atuando tanto na aviação civil quanto na militar.
Entre suas atribuições, destaca-se a investigação de ocorrências aeronáuticas, considerada uma importante ferramenta de prevenção. Após cada investigação, o CENIPA emite Recomendações de Segurança de Voo, alertando a comunidade aeronáutica sobre os fatores que contribuíram para o evento e buscando, assim, evitar a repetição de situações semelhantes.
Além da investigação, o CENIPA também desenvolve Programas e Cursos voltados à prevenção de acidentes, promovendo conhecimento e boas práticas de segurança. Entre os principais programas, destacam-se:
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♦ Gerenciamento do Risco Aviário
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♦ Gerenciamento do Risco Baloeiro
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♦ Incursão em Pista
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♦ F.O.D. (Foreign Object Damage – Dano Causado por Objeto Estranho)
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♦ Relatório Confidencial de Segurança de Voo (RCSV)
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♦ Relatório de Prevenção (RELPREV)
Essas iniciativas fortalecem a cultura de segurança no Brasil e contribuem diretamente para a melhoria contínua das operações aéreas.
A Investigação:
O Brasil, como Estado-membro da OACI (Organização de Aviação Civil Internacional) e signatário da Convenção de Aviação Civil Internacional, realizada em Chicago em 1944, assumiu o compromisso de cumprir integralmente os acordos estabelecidos.
De acordo com o Anexo 13 dessa Convenção, a investigação de acidentes aeronáuticos tem caráter exclusivamente preventivo, ou seja, seu objetivo é identificar fatores contribuintes e propor melhorias que evitem a ocorrência de novos acidentes.
Assim, os trabalhos conduzidos pelo CENIPA não buscam a determinação de culpa ou responsabilidade judicial, sendo essa atribuição exclusiva das autoridades policiais e do Poder Judiciário.
Os SERIPA's:
Em 2007, foram criadas sete novas Organizações Militares denominadas Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA). Esses órgãos são responsáveis pelo planejamento, gerenciamento e execução das atividades de Segurança de Voo em suas respectivas áreas de atuação.
Distribuídos estrategicamente pelo território brasileiro, os SERIPA têm a missão de difundir a doutrina de segurança de voo em âmbito regional, aproximando ainda mais as ações preventivas da comunidade aeronáutica.
Os SERIPA são subordinados tecnicamente e operacionalmente ao CENIPA, e administrativamente aos Comandos Aéreos Regionais (COMAR), garantindo integração entre os níveis central e regional da prevenção de acidentes aeronáuticos no Brasil.
Em uma ocorrência, o que fazer:
1. Ações imediatas à emergência
a) Preste socorro às vítimas e, se possível, entre em contato imediatamente com a autoridade policial e/ou Corpo de Bombeiros da localidade, informando:
b) Local da ocorrência
c) Tipo de acidente
d) Riscos associados (ex.: vazamento de combustível, perigo de incêndio).
⚠️ As operações de salvamento têm prioridade absoluta ⚠️
Na sequência, procure comunicar a ocorrência o mais rápido possível às autoridades competentes.
2. Contatos do SERIPA V
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♦ Endereço: Av. Guilherme Schell, 3950 – Bairro Niterói – Canoas/RS – CEP 92200-630
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♦ Tel/Fax: (51) 3472-9928 / 3466-0180
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♦ Celular do Oficial de Sobreaviso: (51) 9268-3043
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♦ Celular do Auxiliar de Sobreaviso: (51) 9283-5207
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♦ Seção de Investigação: (51) 3466-0180
3. Procedimentos de comunicação
3.1. Acidentes, incidentes ou ocorrências de solo:
a) A ocorrência deve ser comunicada no site do CENIPA, no endereço: http://www.sigipaer.aer.mil.br
→ Selecionar a opção “Notificar uma ocorrência”.
b) O proprietário ou operador da aeronave deve comunicar imediatamente a Equipe de Sobreaviso do SERIPA V, nos celulares indicados no item 2.
c) Qualquer pessoa que tomar conhecimento do fato deve realizar a comunicação, por telefone ou internet, conforme previsto na Lei 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica).
4. Preservação do local da ocorrência
Caso esteja no local do acidente antes da chegada das autoridades aeronáuticas, não remova ou desloque partes da aeronave, exceto aquelas estritamente necessárias para o socorro às vítimas.
5. Atenção à segurança pessoal
Os locais de ocorrências aeronáuticas podem conter produtos tóxicos, inflamáveis ou explosivos.
→ Seja cauteloso e evite exposição desnecessária a riscos.
6. Colaboração com as investigações
As declarações prestadas ao SIPAER e aos seus órgãos de investigação têm caráter exclusivamente preventivo e serão utilizadas apenas para fins de melhoria da Segurança de Voo.
Conceito de Segurança de Voo:
A Segurança Operacional é o estado no qual o risco de lesões a pessoas e/ou de danos a bens (como equipamentos e estruturas) é reduzido e mantido em um nível aceitável, ou abaixo deste, por meio de um processo contínuo de identificação de perigos e gerenciamento de riscos.
O que é SGSO (Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional)?
O SGSO é um conjunto de ferramentas gerenciais e métodos organizados que dão suporte às decisões de um provedor de serviços da aviação civil em relação aos riscos presentes em suas atividades diárias.
O Aeroclube de Caxias do Sul possui seu SGSO plenamente implementado, com processos em funcionamento contínuo, garantindo que a Segurança de Voo esteja integrada e presente em todas as etapas de suas operações.
Qual é o foco do SGSO?
O foco principal do SGSO está na melhoria contínua da Segurança Operacional.
Entende-se por Segurança Operacional o estado no qual o risco de lesões a pessoas ou danos a bens (equipamentos ou estruturas) é reduzido ou mantido em um nível aceitável, por meio de um processo contínuo de identificação de perigos e gerenciamento de riscos.
Quais são os processos-chave de um SGSO?
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♦ Identificação de Perigos: atividades voltadas para a detecção de potenciais riscos relacionados às operações do Aeroclube.
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♦ Reporte de Eventos de Segurança Operacional (ESO): processo de aquisição e registro de dados e informações que possam impactar a segurança.
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♦ Gerenciamento de Riscos: aplicação de um processo padronizado para avaliar riscos identificados e definir medidas de controle adequadas.
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♦ Medição de Desempenho: uso de ferramentas gerenciais que permitem verificar se os objetivos de segurança operacional estão sendo alcançados.
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♦ Garantia da Qualidade: conjunto de ações voltadas para a padronização da prestação dos serviços, conforme critérios previamente estabelecidos de desempenho e segurança.
Quais são os papéis e responsabilidades dentro do SGSO?
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♦ Alta direção: representada pelo executivo líder (Presidente), é responsável pelo estabelecimento do SGSO e pela alocação de recursos necessários para seu suporte e manutenção.
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♦ Gestores de Segurança Operacional: pessoal alocado em nível gerencial, responsável pela implantação, manutenção e adesão ao SGSO em suas respectivas áreas de atuação.
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♦ Todos os empregados: têm responsabilidade na identificação e reporte de perigos, além de contribuir ativamente para a melhoria contínua da segurança operacional.
Como o SGSO pode trazer benefícios para o Aeroclube de Caxias do Sul?
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♦ Tomada de decisões baseada em informações: proporciona decisões mais fundamentadas e eficazes.
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♦ Melhoria da segurança operacional: reduz significativamente o risco de acidentes.
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♦ Otimização de recursos: permite uma alocação mais eficiente, gerando redução de custos.
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♦ Fortalecimento da cultura de segurança: reforça a segurança operacional no dia a dia da instrução de voo e nos voos desportivos.
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♦ Comprometimento institucional: demonstra o engajamento do Aeroclube de Caxias do Sul com a segurança operacional.
Quais são as qualidades principais evidentes nas organizações que possuem um SGSO efetivo?
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♦ Comprometimento da alta direção com a melhoria contínua da segurança operacional e envolvimento de todo o pessoal para alcançar os objetivos de desempenho.
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♦ Clara compreensão do SGSO, com definição do que precisa ser feito para aprimorar a segurança operacional.
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♦ Alocação equilibrada de recursos, voltada para enfrentar riscos e garantir seu controle e mitigação de forma viável.
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♦ Comunicação aberta e transparente, abrangendo todos os níveis do Aeroclube, com caráter não punitivo quando aplicável.
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♦ Cultura organizacional voltada à melhoria contínua, reforçando a segurança como valor essencial.
O que o SGSO não é?
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♦ Não é um sistema de auto-regulação ou desregulação.
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♦ Não é de responsabilidade exclusiva de um único departamento.
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♦ Não substitui o programa de vigilância operacional do Estado.
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♦ Não deve ser visto como um fardo sem objetivo.
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♦ Não é apenas um conjunto de requisitos burocráticos a serem cumpridos.
O SGSO é, de fato, um processo dinâmico e contínuo, voltado para a melhoria permanente da segurança operacional em todas as atividades do Aeroclube.
O que o SGSO propicia?
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♦ Trabalho sob processos existentes, aproveitando e aprimorando a estrutura já implementada.
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♦ Integração com outros sistemas de gerenciamento, formando um conjunto flexível para orientar e organizar as atividades do Aeroclube.
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♦ Demonstração de boas práticas de gestão, alinhadas à segurança operacional e à eficiência administrativa.
Qual a diferença entre SGSO e o Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ)?
Embora se complementem, o Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) têm objetivos distintos dentro do Aeroclube de Caxias do Sul:
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♦ SGSO: tem foco nos aspectos da segurança operacional, direcionando esforços para a identificação de perigos, gerenciamento e mitigação de riscos.
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♦ SGQ: concentra-se nos serviços e produtos do Aeroclube, assegurando conformidade com padrões estabelecidos de qualidade.
Enquanto o SGQ é voltado à conformidade, o SGSO é voltado aos perigos. Ambos, contudo, podem impactar a segurança operacional.
Esses dois sistemas são ferramentas complementares: não é possível manter um SGSO efetivo sem aplicar os princípios de SGQ, que asseguram o controle adequado dos processos e procedimentos de identificação de perigos, mitigação de riscos e melhoria contínua.
Qual é a diferença entre SGSO e um Programa de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos?
O Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) é baseado em uma abordagem sistêmica e gerencial, de caráter proativo e preditivo. Seu objetivo é identificar riscos de segurança operacional antes que um evento indesejado ocorra, permitindo a adoção de medidas eficazes de controle e mitigação.
O SGSO considera os perigos e riscos que impactam diretamente as operações do Aeroclube, utilizando ferramentas e métodos estruturados para seu gerenciamento contínuo.
Em contraste, um programa de prevenção de acidentes aeronáuticos tem caráter reativo e pontual, atuando apenas após a ocorrência de um evento e sem abranger a totalidade das operações do provedor de serviços.
O Erro Humano:
Pesquisas demonstram que o erro humano é o fator que mais contribui para incidentes na aviação. Mesmo profissionais altamente competentes podem cometer erros, os quais devem ser reconhecidos e tratados como um elemento natural em qualquer sistema no qual seres humanos interajam com a tecnologia.
Estudos também indicam que diversos erros operacionais costumam ocorrer antes de um evento mais grave. Esse entendimento leva a alta direção do Aeroclube de Caxias do Sul a investir continuamente em recursos voltados ao aprimoramento da segurança operacional no dia a dia das operações.
Para isso, são utilizadas ferramentas como treinamentos, informativos e reuniões operacionais, que asseguram que todos os envolvidos estejam preparados para atuar de forma ativa e preventiva, contribuindo constantemente para a manutenção da segurança operacional.
O Desvio:
Omitir ou executar apenas parcialmente um procedimento conhecido não é considerado um erro, mas sim um desvio operacional. Esse tipo de conduta deve ser evitado e tratado com a mesma seriedade que um erro, pois também representa uma das principais fontes de ocorrências graves na aviação.
O padrão operacional do Aeroclube de Caxias do Sul é estruturado para garantir que as melhores práticas recomendadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sejam rigorosamente seguidas e aplicadas em todos os processos decisórios.
Nossos manuais de padrão operacional e regulamentos internos orientam instrutores, alunos e demais colaboradores a manterem uma atuação consistente, segura e em conformidade com as normas, assegurando que as atividades do dia a dia sejam realizadas dentro dos mais altos padrões de segurança operacional.
O Estereótipo da Segurança:
É importante ter cautela com instituições que afirmam que a segurança vem “em primeiro lugar”. Na prática, qualquer organização — inclusive na aviação — possui metas de produção e resultados a alcançar. Se a segurança fosse tratada isoladamente como prioridade absoluta, sem equilíbrio com a produtividade, a sustentabilidade econômica seria inviável.
O verdadeiro desafio está em gerenciar de forma racional o equilíbrio entre segurança e produção. Isso significa aplicar corretamente os recursos disponíveis de modo que:
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♦ O nível aceitável de segurança operacional seja continuamente mantido;
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♦ A produtividade permita a sustentabilidade e os resultados esperados.
Com base nesse entendimento, o Aeroclube de Caxias do Sul, por meio de sua administração e gerência, está totalmente comprometido em prover recursos adequados para o setor de segurança de voo. Esse investimento, quando realizado de forma consciente e estratégica, garante a manutenção de um padrão de excelência em segurança operacional, reconhecido e consolidado ao longo de mais de 80 anos de atividades ininterruptas.
Ações Reativas, Preventivas e Preditivas para a Segurança;
Na segurança operacional, reagir a um evento significa que algo já ocorreu — um incidente ou acidente. No entanto, o objetivo principal é evitar que essas situações aconteçam, atuando de forma antecipada e estruturada. Por isso, métodos de prevenção passaram a ser incorporados ao dia a dia da operação aeronáutica, reduzindo a exposição a riscos.
Com o passar do tempo, a aviação tornou-se um dos setores mais seguros do mundo. Esse nível de segurança foi alcançado porque o foco deixou de ser apenas reativo e passou também a ser preditivo: a análise constante de informações e tendências operacionais permite identificar possíveis cenários de risco antes mesmo que eles se materializem, funcionando como uma forma avançada de prevenção.
Uma cultura organizacional sólida em segurança se caracteriza por:
- ♦ Práticas seguras aplicadas diariamente;
- ♦ Incentivo à comunicação transparente sobre segurança;
- ♦ Gestão ativa da segurança, com a mesma seriedade dada à gestão financeira e operacional.
O Aeroclube de Caxias do Sul adota essa visão em seu Setor de Segurança de Voo, que atua continuamente na análise de dados operacionais. Dessa forma, é possível identificar e tratar possíveis desvios que, somados a outros fatores, poderiam resultar em acidentes. Assim, cada colaborador e aluno é parte fundamental de um sistema integrado, que combina ações reativas (quando necessárias), preventivas (em todos os momentos) e preditivas (de forma contínua).

O que é Perigo?
Qualquer condição, objeto ou atividade que tenha o potencial de causar:
- ♦ Lesões a pessoas
- ♦ Danos a bens
- ♦ Perda de pessoal
- ♦ Redução da capacidade de desempenhar funções
O que é a Consequência?
Resultado consumado do potencial de um perigo.
É importante não confundir os perigos com suas consequências, pois isso pode ocultar a real natureza ou origem dos perigos e dificultar a identificação de outras possíveis consequências.
No âmbito da identificação de perigos e classificação de riscos, o Aeroclube de Caxias do Sul mantém sua base de dados constantemente atualizada e realiza reavaliações sazonais das condições latentes. Esse acompanhamento garante que mudanças no ambiente operacional não gerem riscos adicionais, mantendo sob controle aqueles riscos já conhecidos e gerenciáveis no contexto da aviação.
RELPREV - RELATÓRIO DE PREVENÇÃO
A finalidade do RELPREV é reportar uma situação de perigo real ou potencial e as ações corretivas necessárias para neutralizá-la. Essa importante ferramenta visa manter o estado de alerta sobre as condições que possam gerar acidentes, pois com o passar do tempo a percepção diminui, levando a organização a não perceber os perigos.
O Aeroclube de Caxias do Sul mais uma vez demonstra proatividade em seus processos de segurança e disponibiliza a todos os envolvidos com as operações aéreas um link para download do formulário padrão para o preenchimento de um RELPREV caso verifiquem alguma situação anormal nas operações do dia a dia, do Aeroclube ou de qualquer outra aeronave nas proximidades.
PARA FAZER O DOWNLOAD DO FORMULÁRIO RELPREV.
> CLIQUE AQUI <
OBS; O relator precisa somente preencher os dados da primeira página. A identificação não é obrigatória e após preenchido este formulário pode ser encaminhado para o email; segvoo@aeroclubecaxias.com.br
Exemplos motivação para o preenchimento de RELPREV;
Quando verificado que haja;
- Fadiga / Carga de Trabalho
- Incidentes fisiológicos com tripulantes
- Previsão meteorológica incorreta
- Deficiente apoio de infra-estrutura
- Controle de tráfego incorreto ou inadequado
- Fumo em área proibida
- Não utilização de EPI
- Excesso de velocidade na área operacional
- Passageiro transitando em local impróprio
- Comportamento anormal dos operadores ou tripulantes:
- Estresse
- Uso de drogas
- Sinalização deficiente
- Deficiências em programas de instrução ou treinamentos
- Deficiência nas publicações
- Deficiência nos auxílios à navegação e
- Toda situação que achar necessário reportar.
Com um RELPREV bem implementado, pessoal motivado e respostas adequadas por parte de todos que atuam com segurança de voo, o Aeroclube de Caxias do Sul fortalece sua ação pró-ativa na prevenção de acidentes.
Essa abordagem contribui para:
- ♦ Preservação do patrimônio da instituição;
- ♦ Sustentabilidade e lucratividade das operações;
Excelência na formação de profissionais, que ingressarão no mercado de trabalho levando consigo procedimentos otimizados e práticas seguras de segurança operacional.
PERIGO AVIÁRIO
Assim como em outras áreas operacionais, a aviação tem sido fortemente impactada pelo perigo aviário. As aves, verdadeiras “proprietárias dos céus”, representam um risco para as aeronaves que diariamente realizam voos com os mais variados objetivos.
As colisões com aves ocorrem predominantemente abaixo de 3.000 pés, altura em que a maior parte das aves circula. Para que o gerenciamento do risco aviário seja eficiente, é necessário:
- ♦ Coleta local de dados;
- ♦ Observação dos fatores atrativos que atraem aves, considerando suas necessidades instintivas por alimento, água, descanso e procriação.
No Brasil, o crescimento populacional, a ocupação desordenada do solo urbano, sistemas de coleta de resíduos ineficientes e condições inadequadas de saneamento contribuem significativamente para o risco aviário.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2008, 50,8% dos municípios brasileiros ainda destinavam seus resíduos em vazadouros a céu aberto, os conhecidos “lixões”. Além disso, diversos municípios com aterros controlados ou sanitários não seguem integralmente as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), como NBR 15849:2010, 8849:1985, 8419:1992 e 13896:1997.
Para incentivar a notificação de avistamentos ou colisões com aves, o Aeroclube de Caxias do Sul disponibiliza um link para reporte de perigo aviário, aberto a tripulantes e a todo o pessoal da aviação.
PARA REPORTE DE PERIGO AVIÁRIO CLIQUE ABAIXO:
> http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/sigra/perigoAviarioExt.php <
RAIOS LASER CONTRA AERONAVES
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) registrou, somente em 2024, 1.434 notificações de emissão de raio laser, enviadas por pilotos de todo o Brasil. O estado de São Paulo apresentou o maior número de relatos, com 282 ocorrências, seguido pelo Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, com 103 registros, e pelo Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com 96 ocorrências.
Apontar uma caneta de raio laser verde para uma aeronave é considerado crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, conforme o artigo 261 do Código Penal Brasileiro. A legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, podendo chegar a 12 anos em caso de acidente com mortes. Embora a caneta de laser verde possua alcance de cerca de 300 metros e seja vendida livremente no mercado, seu uso inadequado representa grave risco à segurança das operações aéreas.
O Aeroclube de Caxias do Sul incentiva a notificação imediata de avistamentos de raios laser durante o voo, contribuindo para a prevenção de acidentes e a proteção da segurança no espaço aéreo.
PARA REPORTE DE RAIOS LASER CLIQUE ABAIXO:
> http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/raio_laser/index <
RCSV - RELATÓRIO AO CENIPA PARA SEGURANÇA DE VOO
O CENIPA disponibiliza o formulário online RCSV, uma ferramenta essencial para a prevenção de acidentes aeronáuticos e o gerenciamento de riscos.
O RCSV foi desenvolvido com base nos princípios de:
- ♦ Voluntariedade;
- ♦ Preservação da fonte;
- ♦ Não punibilidade.
Ele destina-se ao relato de situações com potencial de perigo e pode ser preenchido por qualquer pessoa, que enviará as informações diretamente ao CENIPA.
Após a análise do RCSV, o CENIPA entra em contato com a autoridade competente, solicitando a adoção de ações para eliminar o perigo ou mitigar os riscos identificados.
Acesse o link abaixo e preecha o RCSV para a situação que você julgou incorreta e inapropriada.
> http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/paginas/rcsv.php <
OBS; Este formulário requer a identificação completa do relator para fins de armazenamento e resposta. Também necessita da(s) matrícula(s) da(s) aeronave(s) envolvida(s).
O Aeroclube coloca-se à disposição de todo e qualquer interessado no assunto segurança de voo para dúvidas e questionamentos.
Atenciosamente,
Departamento de Segurança de Voo
segvoo@aeroclubecaxias.com.br
(54) 3213-2611








